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quinta-feira, 21 de agosto de 2014
amor de Osho
então, eu não sei amar.
entre as outras zilhões de coisas que eu também não sei
minha alma deve ser dessas infantes, recém criadas
ainda deve retornar muitas vezes pra corrigir tantos dessaberes
o dessaber de amar
o dessaber do altruísmo, do desinteresse
apesar do não saber
ainda sinto, insisto nisso
sofro porque amo sem saber, mas sofro ainda mais quando vazio
então eu amo do jeito que dá, do jeito que vem pra mim
e tento sem mesmo saber o que tentar
que esse seja o tal sentimento puro ao qual desconheço
que esse me traga mais suspiros que sufocos
e que essa possa ser uma existência intensiva
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Terapia de um só
[Quando os sentimentos de morte invadem
nossa alma, o que fazer?]
O vazio chegou junto com o tempo
O tempo que não tinha
e tinha certeza que
fazia falta
Falta de vida
De atenção
De paciência pra olhar em volta
e perceber
que há mais
Que só mecânica
Que caixinhas, que trabalho e televisão
Que o sentido das coisas pode ir além
E está nos minutos de total ócio
Na percepção do tempo real
Nos intervalos improdutivos e pouco
práticos
(que tanto nos fazem suprimir)
E é fácil suprimir
Porque não se quer se perceber
Olhar pra dentro de si dói
Perceber as horas enquanto elas passam
E perceber que não importa o que façamos,
elas passam
Isso dói
Mas é só essa dor que nos acorda,
nos
transforma e nos faz ver
Que a vida pode ser mais do que pequenos
intervalos entre tarefas exaustivas
Que a vida é sofrimento, é descoberta, é
sentimento
É o que pulsa, morre e nasce todos os dias
E por isso dói
Porque a dor é necessária, como a morte
Para que o novo venha, para que a
transformação se dê.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Praieira
Ipanema tem cheiro, gosto, som
Tem cheiro de maresia e maconha
Som de onda quebrando
E das entonações engraçadas dos ambulantes
Que eu adoro perceber.
Tem cor de mar e pôr-do-sol
E sensação de brisa fresca batendo na pele
Quente, morena, salgada.
Tem gosto de mate de galão
E água de coco.
E tem o depois
O corpo mole, relaxado
Que dorme tranquilo, em paz.
[Eu adoro praia! Praia pra mim é banal, é a primeira coisa que me vem à cabeça quando acordo num dia sem trabalho: Se estiver sol, eu vou pra praia. Nasci e cresci no litoral, ficar longe do mar é sempre um tormento]
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Beje, branco e cinza
Por que não posso ser uma pessoa normal,
ter sonhos normais, um trabalho normal?
Me contentar com tons pastéis, usar beje, branco e cinza
gostar de sorvete de creme?
Por que querer mais quando o que se tem pode ser suficiente?
Por que achar que o suficiente está para o perfeito assim como o beje está para o azul piscina?
Por que a lua não pode ser só um satélite brilhante?
ter sonhos normais, um trabalho normal?
Me contentar com tons pastéis, usar beje, branco e cinza
gostar de sorvete de creme?
Por que querer mais quando o que se tem pode ser suficiente?
Por que achar que o suficiente está para o perfeito assim como o beje está para o azul piscina?
Por que a lua não pode ser só um satélite brilhante?
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O poeta já dizia
"Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure"
Pra quem se permite viver o amor, em suas várias faces e cores, já deve ter experimentado diferentes nuances. Platônico, correspondido, unilateral, de cá e de lá. Todas deliciosas e igualmente sofríveis. Amor, paixão, seja o que for, não existe sem peito apertado, sem nó na garganta, sem mente confusa.
E é justo a intensidade desses opostos que fazem o bom ser tão bom.
E é por isso que, pra mim, amor se vive e não se finge, não se forja e não se esquiva.
Pra mim, se vive o que se quer quando se quer viver. Paixão não tem futuro, tem presente. Quem tem futuro é relação, isso aí é outra história.
Se preocupar com o que virá não combina com viver a plenitude do que se sente, e essa difícil decisão não está disponível para todos, mas apenas para quem se permite viver sem julgar, sem calcular e claro, pra quem se permite sofrer.
Porque os intensos opostos estão sempre juntos, e é justamente a tendência de tentar diminuir a força do sofrimento que abranda também os melhores picos de sentimento que jamais poderemos experimentar. Não é fácil, é só simples.
Mas que seja infinito enquanto dure"
Pra quem se permite viver o amor, em suas várias faces e cores, já deve ter experimentado diferentes nuances. Platônico, correspondido, unilateral, de cá e de lá. Todas deliciosas e igualmente sofríveis. Amor, paixão, seja o que for, não existe sem peito apertado, sem nó na garganta, sem mente confusa.
E é justo a intensidade desses opostos que fazem o bom ser tão bom.
E é por isso que, pra mim, amor se vive e não se finge, não se forja e não se esquiva.
Pra mim, se vive o que se quer quando se quer viver. Paixão não tem futuro, tem presente. Quem tem futuro é relação, isso aí é outra história.
Se preocupar com o que virá não combina com viver a plenitude do que se sente, e essa difícil decisão não está disponível para todos, mas apenas para quem se permite viver sem julgar, sem calcular e claro, pra quem se permite sofrer.
Porque os intensos opostos estão sempre juntos, e é justamente a tendência de tentar diminuir a força do sofrimento que abranda também os melhores picos de sentimento que jamais poderemos experimentar. Não é fácil, é só simples.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Sede de quê?
Quando viajo, a vida parece pulsar mais em meu peito. Não sei se por causa da minha mania de procurar imaginar o cotidiano de cada lugar, ou por acordar para a monotonia da minha própria rotina. Só sei que viajar me deixa sede. Sede daquele e de tantos outros lugares possíveis. Sede de viver mais e agora e de poder de fato absorver as experiências.
E o retorno é como uma estiagem. A sede insaciável, como em um dia muito seco, quando nem água tônica dá jeito. Só o que faço é imaginar a próxima, as próximas oportunidades de alimentar esse vício.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Esse ano
E lá se vai mais um melhor ano da minha vida:
Nesse ano eu
Dei abraços gostosos e demorados
Peguei jacaré na praia
Fui pra Trindade
Fiquei triste e feliz
Conheci pessoas que levarei pra sempre comigo
Vi e vivi histórias e realidades diferentes
Abracei senhorinhas fofas
Comi pipoca
Fui pra Europa
Provei sabores maravilhosos e outros nem tanto
Conheci lugares lindos e outros nem tanto
Virei a menina da Zona Oeste e da Baixada
Fui afastada de melhores amigos
Fiz novos amigos do peito
Descobri que posso mais e, às vezes, posso menos
A vida me deu socos no estômago
Percebi que tenho muito mais do que preciso
E me apaixonei de novo por ela
Quis chorar, quis viver, e quis várias vezes não morrer
Tive medo, êxtase, angustia, paixão, tensão, plenitude, raiva, amor, candura, saudade...
E mais uma vez me descobri
E por isso tudo fui feliz
E sou feliz!
E em 2011 novos desafios virão, novas experiências e, com elas, novos aprendizados e descobertas. E estarei aqui, pronta pra recomeçar e pra viver mais tudo isso, chegar ao final, olhar para trás e dizer mais uma vez que VALEU!
Boas Festas e um excelente 2011, sem precedentes para todos nós!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A origem do blog
Desde que comecei com o blog muita coisa aconteceu, coisas que eu tinha a sensação exata de que aconteceriam na minha vida, mas que dependeriam de minhas atitudes e decisões. Essa sensação me deixava angustiada e ansiosa (como se isso já não fosse normal vindo de mim) e deixavam essa saudade estranha, do tempo que ainda não passou, do que ainda não aconteceu.
Ultimamente não tenho me sentido mais assim. Não sei se por causa das decisões tomadas, dos fatos decorridos ou mesmo pela maturidade adquirida, principalmente no último ano, que me trouxe mais calma e resignação.
Acho que o fato de as coisas terem se concretizado da maneira como havia imaginado também contribuiu para a minha maior serenidade em relação ao tempo. Além disso, tenho o usado melhor. Estou finalmente trabalhando no que gosto e acredito, e isso faz toda a diferença quando se vive em um centro urbano e a maior parte dos seus segundos e esforços é destinada à rotina do trabalho.
Mas ainda sinto um frio na espinha quando penso na velocidade com que os dias têm passado, em como o ano acaba de repente (já estamos em Maio, minha gente!) e que isso tudo está acontecendo justamente na minha juventude (uma injustiça, diga-se de passagem). A minha angústia maior é descobrir um dia que a vida passou e eu não fiz o que queria, o que devia, o que podia.
Ultimamente não tenho me sentido mais assim. Não sei se por causa das decisões tomadas, dos fatos decorridos ou mesmo pela maturidade adquirida, principalmente no último ano, que me trouxe mais calma e resignação.
Acho que o fato de as coisas terem se concretizado da maneira como havia imaginado também contribuiu para a minha maior serenidade em relação ao tempo. Além disso, tenho o usado melhor. Estou finalmente trabalhando no que gosto e acredito, e isso faz toda a diferença quando se vive em um centro urbano e a maior parte dos seus segundos e esforços é destinada à rotina do trabalho.
Mas ainda sinto um frio na espinha quando penso na velocidade com que os dias têm passado, em como o ano acaba de repente (já estamos em Maio, minha gente!) e que isso tudo está acontecendo justamente na minha juventude (uma injustiça, diga-se de passagem). A minha angústia maior é descobrir um dia que a vida passou e eu não fiz o que queria, o que devia, o que podia.
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